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Trabalho efectuado por mim no 11º para a disciplina de História de Arte

Arquitectura Grega

Introdução

A arte é um meio de reflexão das mentalidades, visto que as levou a questionarem-se sobre questões desse campo (como é o caso da tão cobiçada interrogação " a arte implica beleza?"), um assunto que ainda se encontra por clarificar, dado existirem divergentes opiniões. Esta mostra-se como um factor essencial numa comunidade, pois é ela que revela os sentimentos e as idealizações da sociedade, dado a arte ser um meio através do qual os artistas conseguirem expressar-se livremente, o seu estado de espírito e de mentalidade, designa-se então como um campo repleto de liberdade, do qual qualquer humano pode usufruir e beneficiar.

Assim neste âmbito, proponho-vos saborear toda a magia e harmonia das obras de um povo fascinado e repleto de ideias e ideais mitológicos.

Vamos portanto, recuar no tempo até ao encontro de uma civilização que encarou a arte de um modo muito sério.

Como poderemos vir a verificar através das diversas obras de arte que nos são apresentadas e que provocam um grande impacto, dado terem sido criadas segundo determinadas regras que permitem tornar esta civilização, uma das mais consagradas civilizações clássicas.

As artes plásticas gregas tornaram-se reconhecidas pelo enorme carácter daqueles que as criaram e através delas se evidenciaram as qualidades do povo que as inaugurou. Este povo baseava-se na clareza, no nacionalismo, no sentido de harmonia e na proporção.

A Antiguidade Clássica Grega, relativamente ao campo da arte, identifica-se em três épocas ou fases: a fase arcaica (pré-arcaico e arcaico), onde sobressai o esforço pelo inteligível; a fase clássica (clássico severo e clássico de ouro), na qual existe o sentido de superação da matéria, e, finalmente a fase helenística, caracterizada pelo poder de observação, do gosto pelo concreto, pelo individual e pelo singular.

Na civilização clássica grega, podemos considerar dois aspectos relevantes que a constituem: a arquitectura e a escultura, os quais se apresentam como os dois elementos que mais se evidenciaram na constituição deste povo, e que o permitiram obter uma glória eterna.

Na civilização clássica grega, podemos considerar dois aspectos relevantes que a constituem: a arquitectura e a escultura, os quais se apresentam como os dois elementos que mais se evidenciaram na constituição deste povo, e que permitiram obter uma glória eterna.

A arquitectura mostra-se como uma arte, através da qual o povo grego pôde demonstrar as suas qualidades, quer a nível de desenvolvimento intelectual, quer de domínio sobre o espírito, como também de técnica e conhecimentos em todos os campos da Ciência (entendendo-a como um conjunto de matérias possíveis de estudar).

Quanto à escultura grega, esta lançou novas idealizações e estruturas. Tendo sofrido enormes transformações, consoante a evolução dos tempos; facto que se nota nas diferentes obras de cada época constituinte do quadro cronológico grego.

Para realizar as grandiosas obras que hoje nos são apresentadas, foi necessário, por parte dos artistas daquela época uma dedicação referente à reflexão e à técnica, dado que a escultura grega revela-nos novos ícones de uma escultura que se mostra revolucionária.

A escultura pretende dar uma imagem da sociedade, em especial daqueles que a constituem, sem quaisquer incidentes ou partes supérfluas. As obras são de um material muito simples no início da sua existência e mostram as características de dignidade e de grandeza de que o povo grego pode desfrutar, tendo como principal objectivo dar a impressão ao observador de simetria, proporção e simplificação... portanto, porquê esperar mais? Quando tudo isto e muito mais poderemos contemplar nas páginas que se seguem...

 

A Arquitectura Grega

"A Arquitectura era para os gregos a ciência do número, do ritmo e da harmonia."

A Arquitectura grega mostra-se como um dos aspectos mais importantes da civilização grega, dado os seus colossais monumentos arquitectónicos provocarem grande admiração perante os olhos daqueles que os observam e mostrarem o grande controlo que os gregos exerciam sobre si mesmos, revelados nas suas obras através da perfeição, do equilíbrio e da harmonia.

Quadro cronológico
Período pré-arcaico 1200 a 700 a.C.
Período Arcaico 700 a 480 a.C.
Período Clássico Severo 480 a 450 a.C.
Período Clássico de Ouro 450 a 323 a.C.
Período Helenístico 323 à Época Cristã.

 

Evolução da Arquitectura
A arquitectura, ao longo dos tempos, sofreu uma grandiosa evolução.

No período pré-arcaico a arquitectura designa-se como iniciante, dado as construções serem realizadas a madeira e adobe e mostrarem-se com uma estrutura muito simples.

No período arcaico surgiram as construções feitas em pedra, notando-se uma pequena evolução, a nível de materiais e de técnicas.

No período clássico a arquitectura inclina-se para a comunidade e revela-se uma verdadeira ciência na construção de templos e outros monumentos arquitectónicos. Realiza-se a construção da obra mais conhecida do tempo da Antiguidade Clássica, o Parténon e, também, da Acrópole de Atenas, outra das obras consagradas como os colossos da arte grega.

Finalmente, no período helenístico identifica-se uma passagem da ordem dórica para a coríntia e os monumentos colossais revelam-se como os grandes empreendimentos arquitectónicos.

A Arquitectura Religiosa
A arquitectura religiosa grega, apesar de adquirir essa designação, ao contrário da arte egípcia, não está subordinada à religião. Não edifica templos, santuários e túmulos com a finalidade religiosa e divina, mas porque o cidadão grego, enquanto cidadão com responsabilidades pessoais, procura a explicação das questões e dos factos, segundo e de acordo com a razão.

 A Evolução dos Templos
Os templos existentes na civilização grega possuem um papel de extrema importância, dado serem eles que permitem a existência de uma ligação entre a sociedade e a religião.

Primeiramente surgiu o mégaron pré-helénico, constituído, unicamente por uma cela e casa com vestíbulo; de seguida, o mégaron ln Antis, no qual as paredes avançam até à linha das colunas; posteriormente temos o templo Próstilo, o templo Anfipróstilo, onde verificamos a existência de colunas na parte frontal e traseira do templo; temos ainda o templo Períptero Hexastilo, constituído por seis colunas na parte da frente laterais e de trás do templo, e, por fim, o templo Períptero Octastilo, no qual existem oito colunas (no lugar das seis colunas do templo anterior).


 A Constituição dos Templos
Relativamente à constituição dos templos gregos, podemos dividira em duas partes, a parte interior e a exterior.

A parte interior do templo era constituída por um pronaus ou seja, um pórtico sustentado por colunas; seguido da cela ou naus onde se encontrava situada a estátua divina, e, finalmente, a existência de um pórtico posterior, designado de ophistodomos Todos estes locais eram envoltos por uma colunata, denominada perestilo

A parte exterior do templo era constituída por uma base ou envasamento, designada por uma plataforma num nível superior, à qual era atribuída a função de nivelamento do terreno; seguida de uma vasta superfície de colunas, denominadas como elementos de suporte que se apresentavam com a forma monolítica ou eram constituídas por segmentos ou tambores. Num templo tinham o papel de limitação do perestilo e sustentação do tecto; e, por fim, o entablamento, ou seja, o elemento de remate que era sustentado, formado pela arquitrave, pelo frontão e tecto, de duas águas e coberto por telhas de barro.


 As Ordens

 A Ordem Dórica
A ordem dórica, revelada como a mais antiga das existentes na arte grega, apresenta: formas geométricas, regras rígidas, uma elegância formal e um equilíbrio de proporções.

Relativamente às colunas que a constituem: mostram grandes diâmetros; são compostas por arestas vivas; não possuem qualquer tipo de base, assentando directamente no estilóbato; têm um capitel de ordem muito simples, constituído por uma gola e um coxim; contém um friso dividido em métopas, normalmente esculpidas, e triglifos, Dado não conterem qualquer tipo de decoração, com excepção da encontrada nas métopas, à coluna da ordem dórica assemelha-se a definição de masculinidade, visto possuir uma imagem robusta e maciça.

Como exemplo de monumentos característicos desta ordem temos: o tempo de Poseidon,

 

 A Ordem Jónica

A ordem jónica percorreu uma lenta evolução desde a sua criação (séc. VI a.C.) até à sua constituição final no período clássico.

A ordem jónica é caracterizada pela existência de: uma base seguida ou não de um plinto (denominado como uma peça chata e quadrangular sobre a qual assenta uma coluna ou um pedestal); Tem igualmente um fuste delgado, na generalidade feito por uma só pedra, que possui mais caneluras, do que as existentes na ordem dórica; estas apresentam-se mais profundas e semicirculares, não possuem quaisquer arestas vivas e a sua ênfase mostra-se pouco notória; do mesmo modo apresenta um capitel muito característico com faces iguais duas a duas (normalmente são quatro volutas ou espirais unidas por linhas curvas); apresenta ainda um arquitrave composto por três faixas progressivamente salientes e um friso contínuo e decorado.

O estilo jónico revela-se uma ligação entre o interior e o exterior do templo e entre as paredes e os suportes; nota-se igualmente a existência de colunas esbeltas, decorativas, conectadas com o símbolo feminino e apresentando-se menos rigorosas.

Temos como exemplos de templos estritamente ligados com a ordem jónica: o Templo de Atena Níké, o Tesouro de Delfos e o Parténon.

A Junção da ordem dórica e da ordem jónica originou o que designamos por propileus, ou seja, a entrada monumental dos antigos edifícios gregos.

A Ordem Cariátide
Ligada à ordem jónica temos o surgimento de uma nova ordem, a ordem cariátide, que, inicialmente foi pouco utilizada.

Para desempenhar o papel de colunas nos templos que adoptaram esta ordem temos as esculturas de mármore das jovens de Cária (jovens que foram reduzidas à escravidão, dado o seu povo ter realizado um pacto com os Persas).

Como exemplo deste caso temos a existência do Templo de Erectéion, que simboliza a representação da graciosidade e da serenidade.

 

A Ordem Coríntia
A ordem coríntia nasceu através do "enriquecimento decorativo" da ordem jónica.

A ordem coríntia tem como características: a existência de uma base mais trabalhada do que as anteriores; de um fuste mais delgado do que o existente na ordem jónica; de um capitel representado na forma de sino invertido, constituído por duas filas de folhas de acanto (designada por uma planta herbácea, espinhosa, de folhas recortadas), que se encontram ainda muito estilizadas, com as pontas recurvadas para fora, encimadas por quatro pequenas volutas nos cantos; finalmente, a existência de um entablamento e de um frontão, os quais eram carregados de relíquias decorativas e precisão nos detalhes, de modo a simbolizar a ambição, a riqueza e o poder.

Os monumentos que adoptaram esta ordem foram: o Monumento Corégico de Lisícrates e o Templo de Zeus.

 

Os Santuários e os Túmulos.

Os santuários apresentavam-se como locais de peregrinação e restabelecimento do corpo e do espírito.
Estavam situados em sítios privilegiados da cidade, geralmente em terrenos próprios para esse fim e isolados.

Mostravam-se de uma grande complexidade.

Os santuários eram constituídos por: colunas da ordem jónica, lojas, hemiciclos, tesouros, ginásios, teatros, estádios e oráculos; e, por umas estruturas que lhe serviam de apoio, designadas de tholos, que normalmente apresentavam a forma circular.

Os túmulos tinham a principal função de servir de base à religião. Eram considerados locais de homenagem espiritual.

Eram constituídos por: um envasamento quadrangular; uma sala circular e, por vezes, tinham um elemento auxiliar, uma pirâmide de degraus.

 

A Arquitectura Civil e o Urbanismo.

A Arquitectura Civil
Relativamente à arquitectura civil, temos a considerar que esta era composta por várias áreas ou zonas: a área privada, da qual faziam parte as casas de habitação com a mesma estrutura e composição, que eram localizadas em ruas estreitas (podemos então verificar que nesta época não existiam classes ou bairros privilegiados); a área pública, que tinha o papel de servir os cidadãos no aspecto político, religioso e social, através das reuniões políticas, das manifestações desportivas, do comércio e do teatro, que se localizavam na Ágora; e, por fim, a área sagrada, reservada para a localização de templos e santuários, mais especificamente, na Acrópole.

 

O Plano Urbanístico
No plano urbanístico podemos observar o surgimento de uma inovação, realizada por Hipódamo, o qual elaborou pela primeira vez um plano funcional, ou seja, uma organização da cidade, em que a cada actividade, e consoante a sua função, lhe era atribuído um local específico para poder desempenhar esse papel.

O papel funcional de Hipódamo consistia de: avenidas longitudinais, cortadas em ângulos rectos por ruas transversais, constituídas por sectores de ocupação e funcionalidade divergentes, os quais formavam quarteirões regulares, que apresentavam dimensões que constituíam o módulo do plano; e de casas espaçosas, que possuíam um plano centrípeto, organizado em redor de um pátio.

 

A ESCULTURA GREGA

"Os gregos são escultores tanto quanto poetas."

A escultura, no campo da civilização grega, apresenta-se como sendo a arte que melhor caracteriza a personalidade do seio que a constitui.

Na escultura podemos verificar, através da observação das obras realizadas, que existe uma tendência para os temas relacionados com o Homem e a mitologia (deuses). Existia um restrito relacionamento entre ambos, dado existir um desejo, por parte do Homem, de criar representações fiéis à dos deuses, na tentativa de eles próprios terem as mesmas características que os divinos apresentam existe, portanto, uma preocupação de ser idêntico à sua imagem e de constituir um seu semelhante. Tentando seguir os seus modelos e ideais.

A escultura grega mostrou uma grande evolução e podemos verificá-la nas diferentes transformações que ocorreram nos períodos.

 

A Evolução da Escultura
Na escultura nota-se a existência de determinadas influências, provenientes de outras civilizações e de épocas anteriores.

A escultura grega baseou-se inicialmente num naturalismo ideológico, passando seguidamente a adquirir um estilo geométrico rígido e simplista e um naturalismo progressivo.

No período pré-arcaico utilizaram como material a madeira, dado ainda se encontrarem no início, onde ainda não adquiriram a técnica de construção, sendo portanto o material mais adequado para poder moldar.

Neste período os escultores realizaram obras destinadas à religião (adoração dos deuses), tendo portanto construído o que designamos de Chuanas, as quais eram talhadas a partir de troncos de árvores.

As Chuanas apresentavam como principais características: a existência de cabelos decorativos; apresentavam-se com os olhos fechados e os braços caídos ao longo do corpo. As esculturas mostravam-se extremamente rígidas e seguiam a teoria da frontalidade (técnica utilizada segundo a influência egípcia). A gama de cores utilizada eram: o branco e o vermelhão.

No período arcaico surgiram inovações, dentre as quais se destaca o aparecimento de estátuas denominadas de Kouros (representando o elemento masculino) e Korés (sendo o elemento feminino), realizados em novos materiais: a pedra e o bronze, que em oposição às Chuanas do período anterior, demonstram expressividade e movimento.

Esta espécie de estátuas apresentava: olhos em forma de amêndoa; a existência daquilo que definiu este período, o sorriso doce; os cabelos mostravam-se entrançados e enrolados, com a função de efeito decorativo; e as articulações eram muito marcadas, existindo uma simetria rigorosa.

Os Kouros eram definidos pela existência de ombros largos e fortes, dado serem representações de jovens atletas ou heróis; os peitorais eram bem marcados; a cintura mostrava-se muito delgada; as ancas apresentavam-se estreitas; o ventre era liso; tinha os punhos cerrados; os braços encontravam-se colados ao corpo; existia uma grande preocupação no realce dos músculos e articulações; as pernas, eram portanto, muito fortes, verificando-se um adiantamento da perna esquerda em relação à direita; os olhos eram salientes e oblíquos, com a forma de amêndoa; notava-se um sorriso doce e o cabelo e a barba eram locais privilegiados de decoração e pormenor.

As Korés tinham também características próprias: apresentavam vestes luminosas, vivas, cintilantes e repletas de encantos; os cabelos normalmente encontravam-se soltos ou entrançados; vestiam: túnicas com pregas que lhes caíam até ao nível dos tornozelos e xailes de lã pesada e colorida, presos com alfinetes, o que lhes conferia uma gentileza e graciosidade.

Relativamente a este período temos a destacar o trabalho de Fídeas o seu mais alto mestre, que lhe conferiu a existência de uma harmonia do corpo, uma suavidade, a beleza do movimento e a sublime expressão espiritual

Neste período, é ainda de referir, a perda de rigidez, dado o artista adquirir um nível maior de confiança e um mais elevado nível de técnica.

Ao longo da evolução dos tempos, e com a obtenção da técnica, verificasse no final uma grande parecença com a realidade, tendo terminado com a teoria da frontalidade egípcia e conquistado a verdade anatómica, o volume e o movimento.

O período de transição para a época clássica caracteriza-se pela existência de dois elementos de bronze muito importantes: o Auriga de Delfos e o Poseídon, que marcam o início de um novo período, o período clássico severo.

No período clássico severo surgem novos componentes na escultura da arte grega, através da elaboração de obras como: o Auriga de Delfos, o qual representa um jovem vitorioso, mantendo-se em posição erecta, com o olhar fixo para a frente e de um modo muito atento; veste uma túnica longa com pregas verticais; encontra-se com os pés descalços a descoberto; a sua mão direita segura umas rédeas firmemente; e, por fim, uma das características mercantes deste período a existência de pestanas muito salientes.

Quanto ao Poseídon apresenta-se como a representação de uma estátua ligada ao elemento masculino, que se mostra majestosa e harmónica; tem o braço direito erguido, levando a pensar que estaria a preparar-se para lançar o tridente; enquanto que o braço esquerdo se encontra ao nível do ombro; é uma obra que pretende demonstrar que está repleta de força e vitalidade, na qual o movimento e a expressão são elementos que foram adquiridos.

A escultura grega no período clássico de ouro adquire o seu momento de auge, através das obras de vários artistas, que se revelaram muito importantes na criação de novos projectos.

Para esse facto contribuíram a enorme peripécia e técnica que os criadores adquiriram com a evolução dos tempos.

Míron criou o Discóbolo, obra que abandona por completo a tradição arcaica e introduz a noção de movimento eminente, notando-se que a obra se encontra repleta de suavidade e beleza, pelo que nele foi utilizado como material de construção o mármore.

Policieto elaborou o primeiro cânone humano, o Dorífero, realizado em bronze, que constituía a idealizarão de um atleta.

O Dorífero tinha como principais características: o facto do corpo ser sete vezes maior que a cabeça; a sua unidade de medida ser o dedo; dele podermos retirar noções como: simetria e ponderância de movimentos a par de uma alternância de gestos. Neste cânone foi estudada a medida corporal, de modo a atribui-la às seguintes estátuas, tendo sido portanto, uma época de procura de um ideal.

Fídias, o conceituado artista da arte grega, quer no campo da arquitectura, como no campo da escultura, permitiu que a arte desta civilização atingi-se a perfeição na totalidade.

As suas obras são repletas de-. serenidade, força e carácter idealista e sobre-humano.

Como comprovação das suas qualidades técnicas e artísticas temos a existência de -. relevos, estátuas constituintes de frisos, métopas, e, principalmente os frontões do Parténon.

Fídias realizou a famosa estátua de Atena Parténo constituída por ouro, marfim e pedras preciosas.
Praxísteles baseado no trabalho de Fídias, construiu o Diadúmeno, que se apresenta como a imagem ideal e bela de um jovem atleta vitorioso. Dado apresentar características como: a inclinação da cabeça e a atitude mais natural, é-lhe conferido uma maior vivacidade; surgindo portanto nesta época: as figuras mais expressivas, o nu feminino, que permite às estátuas adquirir beleza física, espiritualidade, expressão, movimento e a suavizarão dos músculos.

Com a construção do Diadúmeno introduziu-se na escultura da arte grega o conceito e ideia da torção do corpo em S.

Do mesmo modo criou O Hermes, representando os corpos mais esbeltos e afeminados.
Lisipo, do mesmo modo que Policieto, mas seguindo a sua ideologia, forma o segundo cânone humano, o Apoxiorneno, representando a figura de um jovem atleta que realiza um tratamento de limpeza ao corpo.

Com a realização desta estátua vemos a existência de componentes como:o movimento, a agitação e a expressão.

Finalmente, no período helenístico, a escultura é considerada como uma arte repleta de movimento, expressão e agitação e que está destinada a qualquer Homem.

Nota-se a existência de um realismo teatral nas obras, muitas vezes levado ao exagero.

Neste período podemos ver a existência de um sorriso mais acentuado e uma dinâmica na proporção do espaço.

Ao contrário dos períodos anteriores, neste a escultura é dedicada às pessoas do povo (mulheres, crianças, etc.), verificando-se a passagem do mitológico ao Homem.

Nesta época existe uma preocupação em narrar a realidade (os acontecimentos e as histórias), mostrando o carácter da sociedade, sendo esta simultaneamente erudita e complexa. Da mesma maneira, este período é caracterizado pela reprodução e venda para o exterior do país, de cópias de estátuas clássicas, as quais são o intermediário do conhecimento actual desta arte e a existente no passado que tanto glorificou e privilegiou a civilização grega.

Como exemplo de obras características deste período temos: a Vitória de Samotrãcia, a Vitória a desatar a sandália, a Vénus de Milo, o Lacocoonte e o Lutador de Boxe.