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Rene Magritte

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René Magritte - Nasceu a 21 de Novembro de 1898 numa pequena cidade na cidade Belga de Lessines no sul Bélgica. Filho de um alfaiate e de uma modista.

Em 1912 a sua mãe de 42 anos suicida-se por razões até hoje não esclarecidas, sendo este e seus dois irmão educados por uma governanta e pela avó. René Magritte, viu no suicídio materno um abandono total que o teria lançado numa dúvida interminável sobre o mistério complexo das coisas, vivas ou mortas, que povoam a existência de todos nós.

O traumatismo sentido pelo jovem, esteve na origem da maior parte da sua obra, que joga com o visível e com o secreto, com a razão e com o absurdo.

A sua iniciação à pintura teve lugar numa escola de Châtelet, onde foi inscrito em 1910 quando tinha 12 anos, sendo considerado uma espécie de prodígio na época, aos 18 anos, entrou para a Academie Royale des Beaux-Arts  de Bruxelas, afirmando logo a sua opção por uma carreira artística.

Em 1922, casa com Georgette Berger em Saint Josse em Bruxelas e começa a trabalhar como gráfico nas fábricas Lacroix, apenas durante 1 ano passando-se a dedicar à criação de cartazes publicitários.

Em 1926 compõe a sua primeira obra surrealista de sucesso: o Jóquei perdido, abandonando assim a publicidade, após ter assinado um contrato com Paul Van Hecke.

Em Agosto desse mesmo ano deixa Bruxelas e vai para França, instalando-se com a mulher numa pequena vila próxima de Paris, integrando-se no grupo surrealista francês, tornando-se amigo de Joan Miró e de Salvador Dalí.

Em 1928 morre o seu pai. Um ano mais tarde este instala-se em Cadaquès, em casa de Dali.

Em 1930 perante uma indiferença do meio artístico parisiense regressa definitivamente a Bruxelas. Privado de certos recursos, vende a sua biblioteca, retomando os trabalhos publicitários para "se alimentar" criando o Studio Dongo. Agora instalado, o pintor utiliza a sua sala de jantar para pintar e é o seu irmão que se encarrega das tarefas administrativas.

Em 1940 deixa a Bélgica quando esta é invadida pelas forças inimigas, começando a pintar os "préludes" do chamado período Renoir que se prolonga até 1944.

Em 1951 pinta a sua primeira pintura moral: o tecto do Teatro Royal, Bruxelas tendo pintado mais duas até 1957, quando depois de várias mudanças de casa instala-se na Rue de Mimosas em Bruxelas onde reside até à sua morte em 1967.